
A semana que passou e a semana que se inicia finalmente viu as catástrofes ambientais ceder espaço para as reações mundiais a esses acontecimentos e ao sempre corrente assunto dos conflitos internacionais. Os ministros do meio ambiente do G-8 propuseram metas a serem cumpridas para a emissão de carbono dos países membros do grupo dos 8 até 2050. A proposta basicamente diz respeito à redução pela metade das taxas de emissão globais que poderia ser adotada na cúpula do G-8 em julho agora. Uma reação clara aos desastres ambientais ocorridos tanto em Mianmar quanto na China. Mais uma, aliás, além dos distintos protocolos existentes e pouco respeitados, como o Protocolo de Kyoto.
A política e as catástrofes ambientais ainda andam de mãos dadas, infelizmente. A região afetada pelo ciclone no Mianmar aprovou com ampla maioria a constituição proposta pela junta militar que governa o país. E na China as autoridades planejam dinamitar escombros deixados pelo terremoto que ajudaram a criar um enorme lago artificial que agora ameaça transbordar causando mais tragédia e comoção popular.
Deixando os desastres ambientais de lado, os conflitos, tônica ainda dominante nas relações internacionais continuam sendo manchete nessa segunda-feira. Na Colômbia, o líder das FARC Manuel Marulanda morreu, de acordo com a guerrilha, vitimado por um enfarte, o que não impediu, de forma alguma, que o governo colombiano comemorasse veladamente o acontecido. A mãe de Ingrid Betancourt perdoou o guerrilheiro, mas o governo de Uribe parece não ter feito o mesmo. É bem verdade que perdoar os mortos é mais fácil que perdoar os vivos. Resta saber se a história o perdoará também.
O general da reserva Michel Suleiman teve seu primeiro dia como mandatário do Líbano, e pode já, a partir de hoje, cuidar de pacificar e estabilizar seu país e suas relações com os vizinhos. Tarefa árdua e difícil, que em nada será ajudada pela vontade comum regional. Restará também saber se essa é vontade verdadeira e altruística do próprio Suleiman.
No Congo, o líder da oposição foi detido pelo Tribunal Penal Internacional no sábado último. Jean-Pierre Bemba é acusado de quatro crimes de guerra e dois contra a humanidade realizados entre 2002-2003. No último ano estava morando em Portugal, apesar de não ter asilo político, à pedido de um alto representante da ONU em Kinshasa para evitar o risco de uma nova guerra civil.
Por fim, Barak Obama acentuou suas críticas ao candidato republicano John McCain, atacando diretamente a política dos republicanos para com os veteranos. Especialistas acreditam que Hillary Clinton deve ser forçada pelos superdelegados a abandonar a campanha, e o fará em junho. Assim, Obama, virtual candidato democrata, já se lança no emaranhado da disputa política presidencial.
E isso é tudo.
J. F.
