quarta-feira, 7 de maio de 2008

60 segundos


Se observarmos bem a história da civilização humana, perceberemos que esta é marcada por uma enormidade de tragédias e catástrofes. Nunca foi excepcional, anormal, ou extraordinário o relato de algum furacão, terremoto, incêndio ou coisa do gênero.

Antigas cidades foram reconstruídas e ganharam o formato que hoje conhecemos depois de catástrofes naturais ou não. Londres mesmo foi totalmente reconstruída após um incêndio no século XVII.

Mas é de se espantar o que vem acontecendo no mundo na última década. Se catástrofes naturais nunca foram anomalias no curso da história da civilização humana, o número e a frequência com a qual têm ocorrido é de se assustar. A última foi no Mianmar.

O Mianmar por natureza é um país que precisa de atenção e cuidados internacionais. Pobre, pouco evoluído, destituído de instituições modernas consolidadas e atuantes, já tem por si só problemas suficientes para justificar a própria infelicidade. Mas o furacão que assolou o país recentemente, agravou ainda mais esse quadro de penúria.

Poderíamos nos deter apenas nas questões humanitárias urgentes na questão e nas aproximadamente quatro mil vítimas. Mas prefiro seguir outra linha.

Alertas gerais emitidos por ONG's e por organismos especializados da ONU parecem ter esgotado a consciência humana para a questão climática, mas não as ações. A despeito dos protocolos, compromissos e cúpulas para o assunto, o mundo continua seguindo o mesmo rumo no mesmo ritmo de devastação e irresponsabilidade ambiental. E já começa a sentir, ao menos nos últimos 10 anos, os resultados concretos de sua irresponsabilidade.

O importante é dizer que a situação atual não é reversível. Teremos que aprender a lidar com os danos que já causamos e suas consequências. Mas e os danos que ainda causaremos. Fica uma questão para refletir.

E isso é tudo.


J. F.