Muriel Brenna Völz
Há pelo menos duas semanas temos acompanhado a ascensão constante do preço do barril de petróleo, que nessa quinta atingiu os 110,33 dólares! Mera coincidência ou estamos relembrando momentos da década de 70??
Não obstante as conseqüências econômicas mundiais que este fenômeno pode gerar, impõe-se também refletir como isso afeta as relações internacionais.
Num primeiro momento, para o Brasil está crise não traz grandes preocupações econômicas, visto que praticamente somos auto-suficientes na produção de petróleo e ainda estamos em processo de expansão da utilização do gás natural.
Aliás, poderíamos dizer que esta crise internacional do preço deste ouro negro muito nos favorece, visto que já algum tempo os grandes importadores de petróleo têm buscado fontes alternativas de energia. Soma-se a isso o movimento global de proteção ambiental e busca de fontes limpas de energia, e o Brasil surge em destaque no cenário internacional, ao apresentar o etanol e os bio-combustíveis. Está ai uma grande possibilidade de exportarmos nossa tecnologia, incluindo também os carros bi-combustíveis.
Com relação ao seleto grupo de países exportadores de petróleo, eles agradecem pela sorte de acordarem todos os dias sentados em cima desta mina. Não só suas arrecadações aumentam, mas também sua esfera de poder e influência no cenário internacional.
Este ponto é preocupante, por exemplo, com relação ao nosso companheiro Chavez, que a cada dia pensa que pode mais e cria novas formas de se fazer aparecer na mídia internacional.
Com arrecadações cada vez maiores, ele vislumbra também alçar vôos ainda mais altos. Vende petróleo a preço mais baixo para certos amiguinhos, doa montantes consideráveis para escola de samba brasileira, em troca da homenagem ao mitológico Simon Bolívar; compra títulos da dívida externa argentina, diz que intensifica os programas sociais em seu país, nega que tenha patrocinado as FARC!
Até aí tudo bem, mas lembre-se que esse dinheiro também foi/é usado na compra de armamentos, aviões, helicópteros, navios militares. Uma inocente modernização do arsenal bélico venezuelano e uma atitude muito coerente pra quem acusa os EUA de incitarem uma nova corrida armamentista!!! A Guiana e a Colômbia que se cuidem!!
O curioso e intrigante desta história toda é que apesar de criticar constantemente o capitalismo, a massa de excluídos e exploração dos trabalhadores, Chavéz não se aborrece com a real constatação da lei da oferta e da procura, com a especulação em torno do preço do petróleo. Pelo contrário, ele deve é morrer de rir com as exportações venezuelanas e com as vendas aos EUA!! É isso mesmo!!
Se ele se mostra tão impaciente e insatisfeito com a hegemonia e o autoritarismo americano, porque não começa a não mais vender petróleo pro amigo Bush? Se ele se mostra tão adepto assim do socialismo, comunismo, bolivarianismo, porque não coletiviza suas reservas de petróleo??? Tenho certeza que muitos países pobres, dependente de petróleo, poderiam utilizar o dinheiro gasto nestas importações com programas sociais, educacionais, de melhorias na saúde!
Aí já é pedir demais pro nosso militar, que com certeza deve se esbaldar com seus petrodólares, com a pose de bom moço que faz ao ajudar seus amigos, com o poder de barganha que adquire com tantos barris de petróleo em seu poder, e ainda na influência geopolítica e geoeconômica que exerce!
Para os próximos capítulos, teremos grandes chances do preço continuar a subir, já que além das reservas americanas de petróleo terem diminuído e do dólar ter de desvalorizado, a OPEP já avisou que não pretende aumentar sua produção diária. Enquanto isso, as economias querem mais é produzir, e vender, é claro!!!!
Há pelo menos duas semanas temos acompanhado a ascensão constante do preço do barril de petróleo, que nessa quinta atingiu os 110,33 dólares! Mera coincidência ou estamos relembrando momentos da década de 70??
Não obstante as conseqüências econômicas mundiais que este fenômeno pode gerar, impõe-se também refletir como isso afeta as relações internacionais.
Num primeiro momento, para o Brasil está crise não traz grandes preocupações econômicas, visto que praticamente somos auto-suficientes na produção de petróleo e ainda estamos em processo de expansão da utilização do gás natural.
Aliás, poderíamos dizer que esta crise internacional do preço deste ouro negro muito nos favorece, visto que já algum tempo os grandes importadores de petróleo têm buscado fontes alternativas de energia. Soma-se a isso o movimento global de proteção ambiental e busca de fontes limpas de energia, e o Brasil surge em destaque no cenário internacional, ao apresentar o etanol e os bio-combustíveis. Está ai uma grande possibilidade de exportarmos nossa tecnologia, incluindo também os carros bi-combustíveis.
Com relação ao seleto grupo de países exportadores de petróleo, eles agradecem pela sorte de acordarem todos os dias sentados em cima desta mina. Não só suas arrecadações aumentam, mas também sua esfera de poder e influência no cenário internacional.
Este ponto é preocupante, por exemplo, com relação ao nosso companheiro Chavez, que a cada dia pensa que pode mais e cria novas formas de se fazer aparecer na mídia internacional.
Com arrecadações cada vez maiores, ele vislumbra também alçar vôos ainda mais altos. Vende petróleo a preço mais baixo para certos amiguinhos, doa montantes consideráveis para escola de samba brasileira, em troca da homenagem ao mitológico Simon Bolívar; compra títulos da dívida externa argentina, diz que intensifica os programas sociais em seu país, nega que tenha patrocinado as FARC!
Até aí tudo bem, mas lembre-se que esse dinheiro também foi/é usado na compra de armamentos, aviões, helicópteros, navios militares. Uma inocente modernização do arsenal bélico venezuelano e uma atitude muito coerente pra quem acusa os EUA de incitarem uma nova corrida armamentista!!! A Guiana e a Colômbia que se cuidem!!
O curioso e intrigante desta história toda é que apesar de criticar constantemente o capitalismo, a massa de excluídos e exploração dos trabalhadores, Chavéz não se aborrece com a real constatação da lei da oferta e da procura, com a especulação em torno do preço do petróleo. Pelo contrário, ele deve é morrer de rir com as exportações venezuelanas e com as vendas aos EUA!! É isso mesmo!!
Se ele se mostra tão impaciente e insatisfeito com a hegemonia e o autoritarismo americano, porque não começa a não mais vender petróleo pro amigo Bush? Se ele se mostra tão adepto assim do socialismo, comunismo, bolivarianismo, porque não coletiviza suas reservas de petróleo??? Tenho certeza que muitos países pobres, dependente de petróleo, poderiam utilizar o dinheiro gasto nestas importações com programas sociais, educacionais, de melhorias na saúde!
Aí já é pedir demais pro nosso militar, que com certeza deve se esbaldar com seus petrodólares, com a pose de bom moço que faz ao ajudar seus amigos, com o poder de barganha que adquire com tantos barris de petróleo em seu poder, e ainda na influência geopolítica e geoeconômica que exerce!
Para os próximos capítulos, teremos grandes chances do preço continuar a subir, já que além das reservas americanas de petróleo terem diminuído e do dólar ter de desvalorizado, a OPEP já avisou que não pretende aumentar sua produção diária. Enquanto isso, as economias querem mais é produzir, e vender, é claro!!!!
Muriel Brenna Volz, convidada, é graduada em Relações Internacionais pela UNESP-Franca. Atualmente é aluna do 4 ano de Direito na Faculdade Municipal de Franca e Mestranda em História pela Unesp-Franca, com pesquisa sobre o processo de criação do Tribunal Penal Internacional e sua consolidação no pós Guerra Fria.
