Hélio Afonso Filho
Antes de qualquer coisa, gostaria de falar que este momento é parte de um sonho realizado. Esse Blog está virando referência para mim e para alguns companheiros que compartilharam da idéia de fomentar os estudos e produção das Relações Internacionais. Por coincidência, hoje é meu aniversário e poderei escrever algo que gosto, ler os artigos interessantes dos meus amigos e amigos dos meus amigos. Por isso que vai ficar gravado na memória esse dia e por isso só tenho a agradecer pela boa vontade do meu amigo Odair Júnior e a colaboração do meu grande amigo André Pitaluga, que junto comigo iniciaram essa caminhada através do Mundo em Questão, mostrando acima de tudo, qualidade.
Partindo para as reflexões de um jovem, agora com 23 anos, resolvi optar por um artigo diferente, uma visão mais filosófica e nem por isso tão menos internacionalista. Algo que me incomoda bastante e que sou obrigado a pensar sempre que vejo a estapafúrdia comoção nacional sobre o programa Big Brother Brasil, vulgo BBB, que é a questão da liberdade. Não vou ater-me sobre o tal "show", pois não é merecedor de sequer a menção dentro deste âmbito saudável de discussão sobre temas mais relevantes para o mundo, mas vale a intenção e o esforço de tirar de lá uma reflexão saudável sobre os caminhos da humanidade.
Busquei a fundo as informações necessárias para escrever sobre o tema, estava até agora tentando decifrar as idéias de Kant; procurei encontrar-me nas palavras liberais de Tocqueville; cheguei até a me aventurar no universo Hegeliano, mas escorreguei ali entre a hermenêutica e a síntese. Enfim, para ligar a "Priori" e a "Antítese", gastei um dicionário de insinuações frustradas atadas com as minhas críticas à "Crítica" kantiana. Foi um processo custoso que só ficou mais claro com a intervenção da Santa História que acabou abraçando-me para confortar meus pensamentos errantes. Eu que não sou um cavaleiro, montei no jegue do tempo e acabei gastando algumas horas, perdido no caminho de volta para as linhas que dão forma a vossa santidade.
Antes de qualquer coisa, gostaria de falar que este momento é parte de um sonho realizado. Esse Blog está virando referência para mim e para alguns companheiros que compartilharam da idéia de fomentar os estudos e produção das Relações Internacionais. Por coincidência, hoje é meu aniversário e poderei escrever algo que gosto, ler os artigos interessantes dos meus amigos e amigos dos meus amigos. Por isso que vai ficar gravado na memória esse dia e por isso só tenho a agradecer pela boa vontade do meu amigo Odair Júnior e a colaboração do meu grande amigo André Pitaluga, que junto comigo iniciaram essa caminhada através do Mundo em Questão, mostrando acima de tudo, qualidade.
Partindo para as reflexões de um jovem, agora com 23 anos, resolvi optar por um artigo diferente, uma visão mais filosófica e nem por isso tão menos internacionalista. Algo que me incomoda bastante e que sou obrigado a pensar sempre que vejo a estapafúrdia comoção nacional sobre o programa Big Brother Brasil, vulgo BBB, que é a questão da liberdade. Não vou ater-me sobre o tal "show", pois não é merecedor de sequer a menção dentro deste âmbito saudável de discussão sobre temas mais relevantes para o mundo, mas vale a intenção e o esforço de tirar de lá uma reflexão saudável sobre os caminhos da humanidade.
Busquei a fundo as informações necessárias para escrever sobre o tema, estava até agora tentando decifrar as idéias de Kant; procurei encontrar-me nas palavras liberais de Tocqueville; cheguei até a me aventurar no universo Hegeliano, mas escorreguei ali entre a hermenêutica e a síntese. Enfim, para ligar a "Priori" e a "Antítese", gastei um dicionário de insinuações frustradas atadas com as minhas críticas à "Crítica" kantiana. Foi um processo custoso que só ficou mais claro com a intervenção da Santa História que acabou abraçando-me para confortar meus pensamentos errantes. Eu que não sou um cavaleiro, montei no jegue do tempo e acabei gastando algumas horas, perdido no caminho de volta para as linhas que dão forma a vossa santidade.
Sem sombras de dúvida o período mais fértil foi o Iluminismo, onde a ruptura é constante e o ideal de liberdade é fator primordial para a quebra com os valores do Antigo Regime. Não faltam autores e idéias que derivam da racionalização do pensamento oferecido pelos iluministas, acima citei os mais importantes na minha visão, mas evidentemente há vários outros de níveis semelhantes. A liberdade política é a vertente temática e a relação indivíduo-Estado é a ponta de lança do tridente governamental democrático. A liberdade acabou por ficar condicionada às leis que regem o Estado e ela tem fim a partir do momento em que você agride a liberdade alheia. Se somente só os Estados iriam garantir a verdadeira liberdade, dessa eu não quero participar, pois estamos vendo o reflexo da falha estatal nos dias atuais, onde as regras já não são feitas de acordo com a vontade popular, mas sim para beneficiar algumas minorias mais favorecidas, destruindo assim todo aquele ciclo utópico de liberdade pensada, elaborada por Kant. Que me desculpe os idealistas, mas fico com Thomas Hobbes quando ele diz que “o homem só é livre quando se encontra no estado de natureza”.
Mas em uma coisa ainda eu ainda preciso concordar com o sábio prussiano “o homem é o fim em si mesmo”. E ainda sentado no meu jegue, percorrendo as assim as linhas do meu entendimento, foi entender que a linha tênue que separa a liberdade de escolha entre um milhão ou um pedaço de pão é o simples fato de você conhecer ou não um diretor da GLOBO. Esse é o reflexo da política da liberdade vigiada imposta pelos americanos desde o “Big Stick” chegando até os nossos dias através e seu eufemismo midiático e de seus micos adestrados. E assim vamos vivendo entre uma câmera e outra através do eterno “zapping” entre um enlatado e outro.
A história da liberdade tem muitos capítulos, impossível de se encontrar o início ou fim dela, mas pode-se ver que ela sofreu muitas alterações e que sofrerá ainda mais com o passar das novas eras. Mas antes que a liberdade torne-se um mero devaneio, experimente, sem ninguém em casa, defecar de portas abertas e sinta-se no completo e mais perfeito estado de natureza. Amarro por aqui o meu jegue.
Hélio Afonso Filho, da equipe do Mundo em Questão, graduado em Relações Internacionais pela UCG, pós-graduando em Administração de Empresas pela FGV. Atualmente trabalha na ONG Associação dos Amigos da Anapolina, onde desenvolve trabalhos de Marketing e Relações com Investidores. Também se dedica aos estudos sobre processos de Integralização no caso Europeu e Latino Americano e desenvolve também trabalhos na área Futebol-Relações Internacionais.
